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David da Paz: CartografictiONs. Pequenas Máquinas de Inventar Mundos

período de residencia: 
Artropocode 2013 (19-29 de agosto)
tipo de produción: 
cartrografías dixitais
David da Paz: CartografictiONs. Pequenas Máquinas de Inventar Mundos

Titulo do projeto: CartografictiONs - Pequenas Máquinas de Inventar Mundos

Autor: David da Paz

Fortaleza-Brasil 2013

Descrição:

CartografictiONS é uma experiência áudio e visual cartográfica, visualizável através de “smartphones preparados” e munidos de GPS-integrado, onde a  interação vai exigir a mobilidade pelas  ruas.
A idéia é expandir o conceito narrativo multiplataforma a partir de uma construção de uma narrativa transmidial móvil em ambientes urbanos, e potencializar as  características multimídia e nômade  intrínseca dos  smartphones  (em  seu  aspecto  hardware  e  software),  transformando  os  dispositivos  em  palcos perfeitos para narrativas visuais,  textuais, hipertextuais,  co-construídas.
Tem como objetivo  introduzir os participantes em uma narração  transmidial urbana mediante uso de dispositivos móveis, para veicular material produzidos do contexto narrativo (ações performativas nas ruas) e articular um  relato poético e  ficcional extraídos dos  lugares de atuação.
A  ficção é  trabalhada aqui  como uma  forma para entender o mundo ou mesmo para por defeito no entendimento da realidade, curto circuito no entendimento da realidade, fissuras no entendimento do mundo, contra-identidades, construção de valores,  resignificação cultural, novos protocolos,  intervenções nas cartografias e significações dominantes. O objetivo não é  representar a  realidade, mas por , a  realidade
em movimento.
Pretende-se trabalhar com músicos, escritores, artistas cênicos e artistas visuais de diversos lugares e  com  eles  produzir  o  conteúdo  das  CartografictiONs.  O  resultado  é  uma  cartografia  digital, transmidial,  colaborativa e  situada na  forma de aplicação para dispositivos móveis.
Propõe transformar a percepção e representação das cidades através de intervenções  inventivas em paisagens e mapas usando sistemas operacionais próprios  (smartphones preparados) especialmente desenvolvidos para os interatores, e criar um ambiente interativo (blog) na WEB com potencial para geração de experiências expressivas e sensitivas em torno das  intervenções-obras-experiências.  O  blog  como  um  ambiente  interativo  que  inclui  a  experiência sensual, empírica e  subjetiva das  ruas.

Justificativa:

O ponto de partida deste, sem embargo, é que os espaços físicos e virtuais sempre são espaços sociais e, do mesmo modo, as atribuições de significação desses espaços também estão estruturadas por fatos sociais.
Telefones móveis, computadores portáteis, tecnologia sem fio, receptor GPS, Bluetoolh, WI-FI. A mobilidade se apresenta como uma condição intrínseca na vida cotidiana.

"Comprovando a existência desses novos territórios informacionais, autores falam de espaço híbrido, bolha ou território digital (Beslay and Hakala, 2005), espaço intersticial (Santaella, 2008), realidade híbrida, aumentada ou cellspace (Manovich, 2005), parede ou muro virtual (Kapadia, et. Al, 2007). É na tensão entre diversas fronteiras que emerge a dimensão local, configurada por processos de socialização. Os lugares são produzidos pela sociedade em sua relação territorial (e desterritorializante), mediando a nossa relação material e simbólica com o mundo (Lyman, 1967; Gottmann, 1973; Sack, 1986; Delaney, 2005; Pred,1984)".

O que arte contemporânea tem com isso?

Na arte contemporânea a cidade é cada vez mais objeto de intervenções de artistas. Mais do que estar nas ruas levando a obra para um público amplo, o pensamento que funda este projeto surge da interpretação da arquitetura e da organização espacial, buscando desvelar e renovar os sentidos dos lugares.
A intervenção artística funciona como um elemento questionador e vitalizador da vida urbana.
Através de todos os tipos de tecnologias móveis e sem fio e dispositivos de geolocalização, manifestações de "arte locativa" repensam muitas das convenções da arte pública tentando reconfigurar o contexto espacial de comunicação e de interações entre as pessoas.
Segundo André Lemos “Trata-se efetivamente de uma reconfiguração do urbano, de uma nova relação entre a esfera mídiatica e o espaço urbano.”. Nessa reconfiguração surgiu uma nova expressão artística que é ao mesmo tempo urbana, tecnológica e midiática.
Uma matriz ciberpunk que inventa novos nomadismos a partir da fusão arte e tecnologia.
Em torno de estratégias de mapeamento, jogos de realidade mista, geo-anotação, emerge uma série de poéticas baseadas em localização que disparam experiências de variadas formas, mas sempre atentas ao contexto espacial, geográfico, territorial, objetivando a interação social oferecidas por essas tecnologias. Propostas inventivas que reivindicam o espaço de fluxos de convergência de dados (informação e capital) e do espaço das ruas da cidade, em uma situação de negociação "on" e "offline" que sempre são situações instáveis e complexas.
Ao utilizar os mapas como referência, que atenção os artistas querem chamar?
A tecnologia das redes informacionais como suporte do trabalho artístico pode ser, ao mesmo tempo, uma ferramenta de aproximação crítica do artista com a realidade, e um artifício para expressar idéias e inspirar reflexões no espectador-usuário?
Em conseqüência da ação dos artistas, a cartografia oficial sofre transformações e adquire novos sentidos?

O presente projeto nasce do desejo de explorar a profundidade conceitual e as potencialidades invisíveis (pontos cegos) das mídias locativas. A idéia é pesquisar e engendrar um conjunto de práticas artísticas (no contexto brasileiro) que fazem uso de mídias locativas e de redes informacionais em ações de intervenção urbana e inventam concatenações entre espaço físico e ciberespaço. Intervenções urbanas e ciberubanas.

Objetivo Geral:

Pesquisar e realizar algumas propostas artísticas, cujo trabalho lida com a paisagem, com o corpo, com narrativas e com a produção e leitura de cartografias digitais.

Pretende-se abordar aspectos da territorialidade e da produção de subjetividade em suas novas dinâmicas frente ao avanço das tecnologias digitais e sem fio e suas repercussões no sistema de arte.

Objetivos Específicos:

- abordar aspectos das relações entre territórios e artes visuais contemporâneas

- explorar as relações entre territórios geográficos e o ciberespaço

- explorar a profundidade conceitual e as potencialidades invisíveis das midias locativas.

- criar um banco de dados sobre mídia locativa no Brasil.

- produzir uma obra.

 

“no walk, no work” - Hamish Fulton

“Para os geógrafos, a cartografia - diferentemente do mapa, representação de um todo estático - é um desenho que acompanha e se faz ao mesmo tempo que os movimentos de transformação da paisagem. Paisagens psicossociais também são cartografáveis.  A cartografia, nesse caso, acompanha e se faz ao mesmo tempo que o desmanchamento de certos mundos - sua perda de sentido - e a formação de outros: mundos que se criam para expressar afetos contemporâneos, em relação aos quais os universos vigentes tornaram-se obsoletos. Sendo tarefa do cartógrafo dar língua para afetos que pedem passagem, dele se espera basicamente que esteja mergulhado nas intensidades de seu tempo e que, atento às linguagens que encontra, devore as que lhe parecerem elementos possíveis para a composição das cartografias que se fazem necessárias. O cartógrafo é antes de tudo um antropófago.” - Suely Rolnik

“O que precisamos agora é pensar em novos pontos de fuga, ou seja, o interessante não é o envolvimento com os mapas, mas sim o envolvimento com o local.” - Brett Stalbaum e Cicero Silva

“A nova geografia é uma geografia virtual, e o núcleo da resistência política e cultural deve se afirmar neste espaço eletrônico”. - Critical Art Ensemble

“Por uma arte contra a cartografia da vida cotidiana” – Ryan Griffis

“A sociedade opressiva, cuja essência a denúncia realista não pode absorver, recebe uma crítica muito mais direta e uma negação ainda mais total por meio dessas complexas parábolas deslocadas.” – Alcebíades Diniz Miguel

 

 

Máis información:

- http://www.walkingtools.net/?p=698&fb_source=message
- http://youtu.be/fbyV6xqQZA8
- http://youtu.be/tG2m9Ek2zVk
- http://coletivocurto-circuito.blogspot.com.br/
- http://situacionautas.blogspot.com.br/
- http://laboratoriodeartepublica-lst.blogspot.com.br/